Polícia prende suspeito de matar radialista de Campina Grande


Polícia Civil prendeu, no final da manhã desta sexta-feira (31), o suspeito de matar o radialista Joacir Rocha de Oliveira, de 35 anos. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (30), no interior de um restaurante, em Campina Grande.

O homem, suspeito de praticar o crime, ainda não teve sua identidade revelada pela Polícia Civil. Desde o momento da prisão, ele foi levado para a Delegacia de Crimes Contra Pessoa de Campina Grande (DCCP/CG) para ser interrogado pela delegada Suelane Guimarães, que vem investigando o caso.

Conforme a delegada responsável pelo caso, Suelane Guimarães, o suspeito é o empresário Vicente Roberto Correia (Robertinho), que confessou o crime no ato de prisão em flagrante.

Segundo ela, as palavras do suspeito foram: “É, tá certo. Fui eu. Não vou reagir. O que é certo é para ser feito”.

Porém, quando qualificado e interrogado na Delegacia de Crimes Contra Pessoa de Campina Grande (DCCP/CG), dentro do auto de prisão em flagrante e delito, o suspeito se reservou ao direito de permanecer calado e negou que conhecia a vítima.

– As testemunhas e o vídeo que consta lá é que ele conversava com a vítima abertamente como se a conhecesse – pontuo.

Em coletiva de imprensa realizada no final da tarde desta sexta-feira, a delegada detalhou como a investigação foi feita e afirmou que as câmeras de segurança e os relatos das testemunhas resultaram na prisão do suspeito.

De acordo com Suelane, Joacir e Vicente bebiam juntos no estabelecimento e conversavam amigavelmente, trocando amenidades como amigos fazem.

Ainda conforme a delegada, ambos estavam muito embriagados e de acordo com as testemunhas tudo começou quando Vicente e Joacir começaram passar um relógio, que seria do empresário, de um para o outro.

– Eles bebiam juntos, conversavam, como dito entre “abraços e cheiros”, juntos e em comum acordo. Inclusive, o executor pagou a conta da vítima. E houve desentendimentos entre eles, inclusive a respeito de um relógio que passava de um para o outro. O relógio seria do autor e em um determinado momento esse relógio sumiu, e foi o que motivou a maior discussão entre os dois. Em virtude disso, portando uma pistola calibre 6.35, o executor deu um único disparo de arma de fogo, que fez com que a vítima fosse a óbito quando socorrido para o Hospital de Trauma. O relógio foi encontrado no chão do estabelecimento pelo proprietário após o crime – relatou.

A delegada destacou que o executor estava muito embriagado e saiu do local do crime com o motorista particular. Ele, primeiramente, foi para casa e depois para a casa de um amigo, e pretendia fugir da cidade.

Em relação ao motorista particular do suspeito, a delegada frisou que ele foi ouvido como principal testemunha ocular e que ele confirmou que esteve presente, até porque  presta serviço ao autor do crime.

– Ele vai responder por favorecimento pessoal, uma vez que ajudou o autor a sair da cena do crime. É um crime de pequeno potencial ofensivo e foi feito um Termo Circunstanciado contra ele. Ele vai responder em liberdade e se comprometeu a responder ao juiz toda vez quer for intimado – comentou.

Suelane também destacou que o autor do crime confirmou que existe uma arma registrada no nome dele, uma bereta de calibre 6.35, mas que o suspeito afirmou que não preferia falar sobre isso.

Na fazenda do pai do suspeito, a polícia encontrou um pente dessa mesma pistola, mas a arma não foi encontrada.

O autor do crime irá permanecer preso onde aguardará a audiência de custódia, que acontecerá nesta segunda-feira (03).

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