MP vai investigar suposto esquema de pirâmide financeira na Paraíba

O Ministério Público está investigando a atuação de uma suposta pirâmide financeira no Brejo do Estado. As denúncias de que o sistema ‘Mandala’ estaria atraindo comerciantes e investidores da região e provocando prejuízos estão sendo apuradas pela promotora Cláudia de Souza Cavalcanti Bezerra, da Comarca de Guarabira, através de um Procedimento de Investigação Criminal. 

O caso foi denunciado ao Ministério Público Federal (MPF) e encaminhado ao MP estadual.

O sistema de ‘Mandala’ já é alvo de investigação em outros Estados do país e atrai pessoas interessadas em investir pelas redes sociais. O sistema propõe um lucro de até R$ 800, diante de um investimento de R$ 100. O dinheiro é depositado diretamente na conta bancária pessoal e cada participante é responsável por convidar novas pessoas. No caso investigado na Paraíba, o esquema estaria cooptando comerciantes e investidores da região de Guarabira. Os nomes dos investigados ainda não foram divulgados pelo MP.

A prática de pirâmide financeira se configura em crime previsto pela Lei nº 1.521/1951 e prevê até seis meses de detenção, mas também pode ser enquadrada como crime contra a ordem econômica, previsto na Lei 8.137/90, que estabelece uma pena de 02 a 05 anos de detenção.

“Considerando que aportou nesta Promotoria de Justiça a Notícia de Fato nº 1.24.005.000089/2018-12, noticiando, em tese, a prática de crimes contra a economia popular nesta Comarca, através de pirâmide financeira denominada Mandala”, relata a promotora Cláudia Cavalcanti, na portaria que deu início a investigação.

Jornal da Paraíba

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