Criança é atropelada e morre antes de chegar ao colégio



José Henrique, 10 anos, seguia feliz e compenetrado no estudos para a escola, por volta das 6h50 da manhã desta segunda-feira (27).
Ele margeava a PB 238 em direção ao colégio Municipal Jaime Ferreira Tavares, na cidade de Assunção, Cariri da Paraíba.
A criança seguia dando uma olhada no caderno displicentemente, quando, de repente, a mais ou menos 80 metros de distância do educandário, voou uma folha e, ele, automaticamente, correu para o meio da rodovia para pegá-la.

 Neste momento, uma caminhonete modelo Hilux, de um empresário da cidade de Tavares, no Sertão, passava pelo local e atropelou Henrique, jogando-o por cerca de quatro metros de distância.
O garoto caiu e bateu violentamente a cabeça, sofrendo traumatismo craniano.
Ele foi levado as pressas por uma ambulância da cidade de Assunção para o Hospital Geral de Taperoá (HGT).

Lá, a equipe médica fez todo o esforço para tentar salvar a vida de Henrique, mas era preciso transferi-lo com urgência para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, que fica mais ou menos 120 quilômetros de distância de Taperoá.
No entanto, para que a criança pudesse ser transferido, era preciso uma unidade móvel avançada do SAMU, que só tem em Monteiro, muito distante de Taperoá e cujo acesso é por estrada de terra.
A unidade móvel foi acionada, teria saído da capital do Cariri por volta das 9 horas, mas só chegou em Taperoá as 11h40 e o socorreu para o Trauma, onde foi constatado seu óbito as 16 horas.
A população e familiares de Henrique, estão indignados devido a demora e acreditam que, se  o socorro tivesse sido mais rápido, talvez Henrique não tivesse morrido.
A comoção é total nesta pequena cidade caririzeira por causa da morte da criança.
 
Motorista presta total assistência
O motorista da caminhonete ficou chocado com o fatídico acidente e ficou o tempo todo ao lado da criança até a chegada do socorro, chorando copiosamente.
Ele lamentou a fatalidade e se colocou a disposição da família do garoto para prestar toda a assistência.
Por sua vez, parentes de Henrique disseram que ele sempre ia para a escola sozinho e também lamentaram a fatalidade.
Da redação
Heleno Lima 

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