Novos líderes surgem na lista de pré candidatos à 2016

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O DNA da política está no sangue. Herdeiros de importantes lideranças políticas da Paraíba, alguns jovens já despontam como futuros candidatos `as eleições de 2016, enveredando por caminhos que podem levar ao mandato de prefeito ou vereador a partir de 1º de janeiro de 2017.
Mesmo faltando mais de um ano para a sucessão municipal nas 223 cidades paraibanas, as novas lideranças emergem representando parcelas representativas da sociedade. Um nome que surge é a da atual vice-presidente da Juventude do PMDB Pâmela Vital que carrega no sangue, a vocação dos seus tios, o ex-prefeito e atual deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho, da sua avó a ex-deputada federal Nilda Gondim. ‘Pâm’ se apresenta como a renovação da mulher na política que apesar de representar mais de 51% do eleitorado brasileiro ainda pouco está presente na politica.

Embora já seja vista como pré-candidata a vereadora no ano que vem, Pâmela diz que é cedo para pensar nisso, mas que estará à disposição do partido para assumir qualquer desafio.
“Quero me focar nos projetos que idealizei e fui eleita para torná-los realidade, mas devo confessar que é desejo do PMDB lançar vereadores jovens no maior número de municípios possíveis, ou seja, tudo pode acontecer no futuro”, afirmou.
Outro nome que surge como futura liderança política é o que João Henrique Franca. Neto do ex-prefeito de João Pessoa Damásio Franca, sobrinho do também ex-prefeito Chico Franca e filho do ex-deputado estadual Neto Franca, João pretende fazer o nome da família figurar mais uma vez nos quadros políticos da Capital. O jovem de 22 anos, diz que tem vocação para a política. Ele admite que o nome da família pesa, mas critica os herdeiros que entram na fila preferencial e ocupam lugar de protagonismo sem o devido mérito.
Caso entrem mesmo na vida pública e na caça ao voto em 2016, esses novos líderes poderão seguir o caminho de outros jovens de seu tempo como que chegaram ao Parlamento, a exemplo os deputados federais

Wilson Filho, Hugo Motta, Efraim Filho, Pedro Cunha Lima, e dos deputados Estaduais Caio Roberto, Jullys Roberto e Camila Toscano. Além de ocupar uma cadeira no Legislativo, esses parlamentares representam a renovação da política paraibana, mas também estão ligados a tradicionais grupos políticos, que há anos se revezam na ocupação de importantes cargos do Executivo e nos legislativos paraibano.
Na Paraíba, os “caciques” dos partidos com tradição familiar, garantem que essa renovação tem acontecido através das gerações como mostra as novas lideranças do PMDB e do PSDB. O presidente do PMDB, senador José Maranhão, defende a renovação do partido através da juventude. Ele garante que o futuro da legenda está nos jovens. O senador Raimundo Lira, também do PMDB, tem o mesmo pensamento, e aposta nos jovens como os futuros senadores, deputados, prefeitos e governadores da Paraíba.
Diferente dos partidos considerados grandes, as legendas que não representam, na sua essência, oligarquias políticas, o desafio para preparar novos quadros é ainda maior e tem dado poucos frutos. Na Paraíba, é o caso do PT e o do PSB.

O presidente estadual do PT, Charliton Machado, admite que há, atualmente, um distanciamento do jovem com os partidos e que é preciso reaproximar o PT dos movimentos estudantil, sociais, de luta pela terra – movimentos que sempre estiveram presentes na base do partido.
O presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, acredita que o atual sistema político dificulta o surgimento de novas lideranças e que é preciso uma reforma política eficaz para evitar que o tradicionalismo se perpetue dentro dos partidos. Para ele, “não é fácil formar uma liderança hoje, visto que o próprio sistema que cria grupos, que perpetua o tradicionalismo”.
Nas eleições de 2012, mais de um milhão (1.157.551) de jovens com 16 anos compareceram às urnas pela primeira vez em todo o País. Somados aos jovens de 17 a 20 anos, eles foram mais de 11 milhões de eleitores. Entre os de 18 a 24 anos, mais de 17 mil foram candidatos aos cargos de vereador ou prefeito.
Severino Lopes

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